sábado, 15 de maio de 2010

CUBA REALIZA MARCHA CONTRA HOMOFOBIA

A Avenida 23, de Havana, capital de Cuba, foi palco de uma marcha organizada por lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais para comemorar o Dia Internacional contra a Homofobia (17/05).
Além da marcha aconteceram atividades no Pavilhão Cuba, sede da União Nacional de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC).
A grande incentivadora desta liberdade que desponta na ilha de Fidel Castro, para os gays, lésbicas, travestis e transexuais, é de Mariela Castro, filha do atual presidente de Cuba, Raúl Castro, a qual está à frente do Centro Nacional de Educação Sexual (CENESEX).
“Estamos aqui, cubanos e cubanas, para seguir lutando pela inclusão, para que esta seja a luta por todas e todos”, disse em seu discurso.
Mariela Castro tem enfrentado represálias dentro do Partido Comunista de Cuba, mas afirma sempre que é entrevistada que não irá parar. “Às vezes acho que estamos à frente, em outros eu penso que nós estamos indo muito devagar. O que sabemos é que temos de continuar trabalhando", declarou.
É interessante não esquecer que Cuba foi um dos países que nos idos da década de 1960 marginalizava homossexuais e os mandava para campos de trabalho.

Mariela Castro incentivadora das lutas LGBT em Cuba
 
Lésbicas, gays, travestis, transexuais, bissexuais e simpatizantes lotaram a Av. 23.
Gays se vestiram com as cores do arco-íris.
Gay caracterizado de freira durante a marcha.

 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pastor gay pede ao MP ação contra música
que condena homossexualismo

O presidente e fundador da Igreja Cristã Contemporânea, pastor Marcos Gladstone, recorreu ontem ao Ministério Público contra o que classifica de música evangélica homofóbica. Casado há quatro anos com o também pastor Fábio Inacio, ele descobriu, no sábado, que uma imagem da cerimônia de união dos dois foi usada num vídeo da música “Adão e Ivo”, que critica o homossexualismo, no Youtube.

De autoria de Toinho de Aripibú e interpretada pelo cantor evangélico Emanuel de Albertin, a música diz que “se Deus tivesse feito homem pra casar com outro (homem) não seria Adão e Eva, tinha feito Adão e Ivo”. No vídeo, sobre a foto do casamento de Marcos e Fábio na cerimônia de casamento aparecem dizeres ofensivos como “cena desprezível, horrível e abominável”.

"O que mais me deixou indignado foi eles (autor e intérprete da música) acharem que não vai ter punição" diz Marcos, que também entregou a representação à OAB e à Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.

“Não tenho preconceito”

No documento, Marcos lembra que Emanuel cantou a música num showmício de Anthony Garotinho, há uma semana, e diz que o político “demonstrou desconhecer o significado da palavra democracia”. Em seu blog, o ex-governador falou do episódio:

“Relaciono-me bem com pessoas que fizeram à opção sexual diferenciada. Não tenho ódio, nem rancor, nem preconceito. Apenas discordo, como é meu direito e o de qualquer cidadão”.
Veja o vídeo abaixo.

Extra on Line

Como as famílias lidam com a homossexualidade


O programa jornalístico da rede Globo de Televisão, “Profissão Repórter”, apresentou nesta terça-feira (11/5) uma excelente reportagem sobre como os pais estão aprendendo a lidar com filhos homossexuais, a professora que mudou de sexo e o casal gay que quer registrar gêmeos. Se você perdeu esta excelente reportagem clickAQUI  e confira.
Ativistas denunciam prisão de gays em Cuba

Cerca de 700 gays encontram-se na prisão em Cuba “pelo simples fato de serem homossexuais”, segundo Aliomar Janjaque, membro da fundação Reinaldo Arenas, que milita em defesa dos direitos LGBT.

Um relatório da entidade, divulgado em reportagem publicada na revista espanhola Interviú, afirma ainda que aproximadamente 4 mil homossexuais foram presos ou multados na capital Havana em 2007 e cerca de 3, 5 mil em 2008. Os dados de 2009 e 2010 ainda não são conhecidos, mas a organização relata que “mais detenções já foram notificadas neste ano em comparação ao mesmo período do ano passado”.

“Eu já perdi a conta de quantas vezes fui detido pela polícia para interrogatório nos últimos doze meses”, conta Janjaque, que cita como exemplo da arbitrariedade do governo cubano a prisão de seis jovens gays em janeiro último por "periculosidade pré-delitiva". Ou seja, eles teriam sido presos (e condenados a penas entre dois a três anos de prisão) porque o governo de Raul Castro acredita que eles são “propensos” a cometer um crime no futuro.

O ativista ainda alerta para o que define como “falsa imagem” de aceitação LGBT que tem sido passada ao exterior por Mariela Castro, filha do presidente e diretora do Cenesex (Centro Nacional de Educação Sexual). “Muitas pessoas se permitem ser enganadas pela propaganda gay friendly de Mariela Castro”, lamenta Janjaque. “Mas a Revolução e o governo cubano ainda são homofóbicos e os gays cubanos continuam a ser perseguidos”, conclui.

Gonline

terça-feira, 11 de maio de 2010

Vale a pena ignorar os direitos humanos
em troca de acordos comerciais com o Irã?

O grupo Estruturação de defesa dos homossexuais de Brasília organizou uma campanha contra a visita do presidente Lula, no dia 15/4, ao Irã. Para fortalecer a campanha foi criado o site http://www.lulalanao.com/  para protestar contra a visita de Estado do brasileiro ao seu colega, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
De acordo com os manifestantes, o protesto pede que o presidente não vá ao Irã onde, os homossexuais são enforcados. O site denuncia outras violações de direitos humanos.
O site diz que “no Irã, diariamente direitos humanos básicos são violados. Mulheres, judeus e homossexuais são caçados, torturados e mortos simplesmente pelo fato de existirem”.
Ahmadinejad também causou polêmia por declarações como a que afirmou que “não existem gays no Irã”. Ele também nega o Holocausto e já falou em varrer o Estado de Israel do mapa.
Para Julio Cardia presidente do Estruturação “O direito humano básico, que é o direito a vida é violado diariamente no Irã e não podemos deixar isso passar despercebido” afirmou.
Durante toda a semana LGBTs farão protestos por toda a capital e no próximo dia 14 o movimento “Lula, lá não!” entregará um relatório para o Presidente acerca de toda a mobilização feita no Brasil.
AGENDE-SE!
Neste mês em que se comemora, no dia 17 de maio, o Dia Internacional de Combate a Homofobia, o movimento LGBT do Amazonas realizará a 2ª edição do Encontro Estadual LGBT.


LEIA!
A homossexualidade na capa da revista Veja. Na edição desta semana, a maior revista nacional trata de jovens gays que têm superado o medo e a auto-estima baixa e construído uma vida sem grandes conflitos.Veja a reportagem completa, click AQUI

segunda-feira, 10 de maio de 2010

1ª MARCHA NACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA

Angélica, ex-BBB, estará presente na Marcha contra a Homofobia

A capital do Brasil, Brasília, estará mais alegre e colorida no dia 19 de maio, quando acontecerá a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia. Caravanas de todos os Estados já confirmaram presença. O objetivo principal do evento é chamar atenção da sociedade para importância do combate à discriminação sexual e tentar sensibilizar políticos para aprovação do PLC 122, que criminaliza ações homofóbicas.

Ana Angélica, ex-BBB, por meio de seu blog, confirmou presença. A atitude da ex-BBB em contribuir com sua presença para o combate a homofobia é digno de aplausos, já que outros gays, que tornaram-se "celebridades" só querem saber do glamour e ferveção das boates e ignoram a homofobia que ceifa vidas de gays, quase que diariamente em nosso país.

domingo, 9 de maio de 2010

O programa "Altas Horas" discute homofobia


Maria Gadú desmente affair com Luiza Possi

O programa "Altas Horas", da rede Globo, apresentado por Serginho Groisman fez um debate com os alunos do curso de Farmácia da USP comentando sobre a matéria publicada no jornal "O Parasita", feito por alunos do curso, que incitava a violência contra gays.
No mesmo programa a cantora Top Maria Gadú, que participava da atração, desmentiu os boatos de que tenha um affair com a também cantora Luiza Possi.
Para assistir, clique AQUI

sábado, 8 de maio de 2010

Transexual brasileira faz campanha da Givenchy

Lea T é a segunda da esquerda para a direita na foto

A badalada grife Givenchy ousou e fez bonito com o segmento arco-íris em sua nova campanha. Uma das estrelas de seus novos anúncios é a transexual brasileira Lea T. Segundo o portal FFW, a moça é amiga e assistente pessoal de Riccardo Tisci, diretor criativo da marca.

Lea estuda veterinária em Milão e para este anúncio foi fotografada por Mert Alas e Marcus Piggott num estúdio em Paris ao lado das modelos Mariacarla Boscono, Malgosia Bela e Joan Smalls.

"Ela sempre foi muito feminina: superfrágil, muito aristocrática", comentou Tisci. "Faz parte da família." Para o estilista, incluir uma transexual nas fotos exemplifica a dicotomia masculino/feminino que se tornou uma de suas marcas registradas.

Esperamos que essa ousadia de Tisci abra as portas para as transexuais no mundo da moda, apesar de que Roberta Close foi uma pioneira nesta profissão.

Casais gays terão direito a plano de saúde


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou, no Diário Oficial súmula normativa determinando que todas as empresas de seguro e plano de saúde do Brasil aceitem como dependentes parceiros de casais homossexuais estáveis.

A determinação, segundo a própria ANS apenas segue o Código Civil e decisões de vários tribunais federais que garantem aos cidadãos homossexuais os mesmos direitos civis dados a heterossexuais e que seria norma já existente, mas que por falta de clareza não era seguida por algumas empresas, que ainda interpretavam parceiro apenas os casos de uniões entre casais heterossexuais.

Cada operadora vai definir qual documento será exigido dos casais homossexuais como prova da relação estável. Algumas seguradoras, que já garantem o direito pedem contrato de união civil registrado em cartório.

Mixbrasil

quinta-feira, 6 de maio de 2010

É o comentário na Espanha....
Os paparazzos de plantão registraram fotograficamente o momento íntimo e de carícias entre o atacante Zlatan Ibrahimovic e o zagueiro Gerard Piqué, após saírem de um treino do Barça. A foto caiu na internet e as especulações giram em torno desse momento de carícias entre os jogadores.

I M P E R D Í V E L.....

Diversidade sexual na família
é tema do próximo Profissão Repórter
Adriana Maciel e Munira Kalivive
O programas da Rede Globo, o Profissão Repórter abordará, em sua próxima edição, a diversidade sexual e como esse assunto se relaciona com as famílias - as de origem e as que estão sendo formadas.
O programa mostrará o processo de aceitação de pais e mães heterossexuais a filhos homossexuais. Na sequência, entra a história de Adriana Maciel e Munira Kalivive, casal de lésbicas, que além de ter tido um casal de gêmeos com o óvulo de uma implantado na outra, conseguiu registrar as crianças no nome das duas. O programa vai ao ar terça-feira 11, às 23h45.

ParouTudo.com

Pacote do Ministério da Saúde prevê ações específicas para a população LGBT


                                                                                      Reprodução

O Ministério de Saúde divulgou nesta quinta-feira, 06, as diretrizes de sua Política Nacional de Saúde Integral da população LGBT. O plano tem como objetivo principal "promover a saúde de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, eliminando a discriminação e o preconceito institucional, contribuindo para redução das desigualdades e para a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equânime".
De acordo com o projeto a iniciativa pretende, entre outras ações, qualificar profissionais do Sistema Único de Saúde para que atendam corretamente os LGBT, além de realizar estudos voltados a esta fatia da população e melhorar as tecnologias necessárias para processos de transexualização. Adolescentes e idosos LGBT também ganham foco específico, com serviços especiais para a saúde dos segmentos. Estão previstas também campanhas de prevenção ao câncer de próstata.
O mesmo plano prevê ainda ações coordenadas de apoio a grupos representantes da comunidade LGBT para fortalecer consciência do direito à saúde e dar apoio técnico aos municípios para que todos os pontos da Política realmente saiam do papel.

Mixbrasil

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Atleta olímpico sai do armário

Mais um atleta olímpico decidiu que é hora de falar abertamente sobre sua homossexualidade. Aos 24 anos, o patinador neozelandês Blake Skjellerup, que participou das Olimpíadas de Inverno de Vancouver, saiu do armário em entrevista à revista DNA.

Eliminado nas quartas-de-final dos 1000 metros da patinação de velocidade, Blake disse que até pensou em assumir-se antes de embarcar para Vancouver, mas decidiu adiar com medo de perder o foco e também potenciais patrocinadores. "Em primeiro lugar eu estava lá para competir, para focar em minha patinação. Não queria focar em minha sexualidade."

O neozelandês disse acreditar que a sociedade ainda não lida numa boa com atletas assumidos, mas que teria assumido antes se tivesse sido perguntado. "Se, em alguma das minha vinte e poucas entrevistas durante os Jogos, se tenho namorado ou namorada, teria respondido honestamente". Ainda segundo o patinador, seus companheiros de equipe sabiam de sua orientação sexual e, não o discriminavam, apesar de preferirem não tocar no assunto.

Fonte: Mixbrasil
Grupo Arco-Íris repudia declarações de Anthony Garotinho

A postura de Anthony Garotinho em promover publicamente a discriminação e a violência contra os LGBT’s merece o ostracismo e o esquecimento público como político. Na reportagem do repórter Cássio Bruno, publicada domingo (2/5) no jornal “O Globo”, durante um evento evangélico, chamado "Caravana Palavra de Paz", organizado pela Rádio Melodia, Garotinho disse que é contra ao casamento entre homossexuais e aproveitou para atacar o governador Sergio Cabral e o deputado Fernando Gabeira, seus adversários.
"O Gabeira e o Sérgio Cabral são a favor [da união civil entre pessoas do mesmo sexo]. O governador patrocina a Parada Gay em Copacabana", disse Garotinho a cinco mil evangélicos de Belford Roxo, município da Baixada Fluminense.
Ao seu lado, o músico gospel Emanuel de Albertin enfatizou o coro e declarou que "se Deus fizesse o homem para casar com homem, não seria Adão e Eva, teria feito Adão e Ivo".

O Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro divulgou nota em repúdio às declarações homofóbicas do pré-candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho, sobre os homossexuais.

"É lamentável observar que uma figura pública, que deveria estar preocupada em promover e garantir todos os direitos civis da população, independentemente da orientação sexual, identidade de gênero, cor, credo etc., instrumentaliza setores religiosos fundamentalistas para a promoção do achincalho à comunidade LGBT", afirmou Cláudio Nascimento, Superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro
Cláudio Nascimento afirma ainda que "declarações como as do ex-governador Garotinho só contribuem para a cristalização da discriminação e da violência contra uma população altamente estigmatizada e violada em seus direitos básicos".

Leia a nota do Grupo Arco-Íris na íntegra:

O Grupo condena a postura do Sr. Anthony Garotinho, ex-governador e atual pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, que, de forma pejorativa, fomenta o preconceito à Comunidade LGBT. O jornal O Globo (2 de maio de 2010) destaca que Garotinho tem feito ataque aos adversários usando como arma de manipulação a Parada do Orgulho LGBT-Rio, ao afirmar que o então governador, Sérgio Cabral, patrocina a Parada do Rio. E, ainda, ratifica o discurso homofóbico do músico (sic) Emanuel de Albertin ("Se Deus fizesse o homem para casar com homem, não seria Adão e Eva, teria feito Adão e Ivo"), chamado por Garotinho para compor a caravana Palavra de Paz.
Entendemos que Anthony Garotinho não respeitou a Constituição, que preza a Igualdade de Direitos de todos e todas perante a Sociedade e os princípios de um Estado Laico, desqualificando as políticas públicas do Governo do Estado aos Direitos Humanos e à População LGBT.
O papel de um governante é garantir a igualdade de Direitos de toda a população, independente de cor, classe, credo, raça, sexo, orientação sexual. E tal postura, do Sr. Anthony Garotinho, como candidato ao cargo de governante, denota um discurso fundamentalista e de segregação.
Esclarecimentos:
Primeiramente, o Grupo Arco-ìris de Cidadania LGBT¨vem a público esclarecer que tem, sim, apoio financeiro de órgãos governamentais (Município, Estado e União) para a realização da Parada do Orgulho LGBT-Rio, terceiro maior evento cultural da cidade do Rio de Janeiro que hoje ocupa o lugar de maior evento comunitário, não só da cidade do Rio como de todo o nosso Estado. Também ressaltamos que a Parada não é patrocinada pela pessoa física de Sérgio Cabral Filho, governador do Estado.
O Governo do Estado atualmente reconhece a Comunidade LGBT, que durante muitos anos foi marginalizada e privada de sua cidadania plena. Hoje, somos representados pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, dentro da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos, que atua no combate à homofobia.
O Grupo Arco-Íris, fundado em 1993, tem como missão atuar para promover a melhoria na qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), além de promover os direitos humanos do público LGBT. Por isso, prestamos atendimento à comunidade LGBT e encaminhamos mensalmente vários casos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais vitimas de preconceitos, violência física, verbal a esta Superintendência.
O Grupo lamenta a postura do ex-governador Garotinho, que sintetiza em sua fala o mesmo preconceito que leva a violência e morte de centenas de homossexuais em nosso país.

Gilza Rodrigues da Silva
Presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT

Itaú Unibanco discrimina e demite bancária homossexual

A bancária Márcia Cristina (E), ao lado de sua companheira Maria Serpa, denuncia o Itaú Unibanco por prática de homofobia

O Itaú Unibanco mostrou mais uma vez ter uma política de recursos humanos que discrimina e persegue os homossexuais. No último dia 26/4, o gerente geral da agência Campo Grande, César Ribeiro, demitiu a agente comercial Márcia Cristina Tomé Líbano, alguns meses após saber que ela tinha uma companheira. Antes, porém, chamou-a para seguidas “conversas reservadas” em que ficou clara uma absurda discriminação e invasão de privacidade. Numa delas, em dezembro do ano passado, disse ter tomado conhecimento de que a bancária tinha uma relação homossexual. Em janeiro, quis saber se, nesta relação, ela era “o homem ou a mulher”.

Márcia não respondeu, mas sentiu-se revoltada com o assédio e a intromissão em assuntos pessoais, já que ao gerente cabia, apenas, discutir questões profissionais e não às relativas à intimidade de seus subordinados. Mas a pressão não parou por aí. Ela revelou que, em março, Ribeiro a convocou para uma nova conversa em que perguntou por que Márcia movimentava valores acima do seu salário na conta corrente. Márcia questionou a atitude, mas Ribeiro afirmou que, como gerente, tinha o direito de entrar na conta da funcionária sem configurar quebra de sigilo. Márcia explicou que a conta tinha aqueles valores porque recebia depósitos de sua companheira e era usada para pagar as despesas do casal.

Mais assédio - Apesar das explicações, o gerente insinuou que “talvez” ela fosse “convocada pela Inspetoria do banco” para esclarecer os motivos da movimentação, o que se confirmou no início de abril. À Inspetoria Márcia deu as mesmas explicações e recebeu a informação de que o gerente tinha o direito de ter acesso à conta do funcionário, caso ele estivesse endividado, o que não era o caso. A Inspetoria acrescentou que foi o próprio Ribeiro quem pediu a convocação da bancária.

Mais uma vez Márcia passou pelo constrangimento de ter de falar sobre sua relação pessoal a um estranho para explicar a movimentação da conta. A Inspetoria pediu que ela escrevesse uma carta relatando o caso para ser encaminhada ao superintendente da região, Wagner Dionísio. Era uma quinta-feira, 1º de abril. Nada ficou provado contra ela. Mesmo assim, no dia 26, Márcia foi demitida sumariamente. O comunicado de dispensa não trouxe o motivo. O gerente alegou ter sido por “contenção de despesa”.

Revolta na agência - Mais uma prova de que o Itaú Unibanco agiu de forma discriminatória ao demitir a bancária, foi que a resposta ao pedido feito por Márcia de inclusão de sua companheira no plano de saúde foi sendo postergada, com solicitações de envio de cada vez mais documentos, até ela ser desligada do banco.

A demissão de Márcia causou comoção em toda a agência, pela truculência e o desrespeito e porque ela era muito querida por todos. Causou mais revolta, ainda, porque foi imposta por um gerente acusado de assediar os funcionários, inclusive, as mulheres, sexualmente. Cesar Ribeiro chegou a instituir o prêmio destaque do mês que consistia em um almoço com ele. Em um caso emblemático de desumanidade, proibiu que qualquer um da agência acompanhasse ao hospital o bancário Patrick José, que estava enfartando devido às seguidas cobranças do gerente.

Sindicato exige reintegração – Para o Sindicato, este caso é uma comprovação da homofobia, que é crime, por parte do Itaú Unibanco. “Vamos exigir o cancelamento da demissão. Não dá para admitir que o Itaú faça discurso de que possui compromisso social e tenha capatazes que tratam bancários e bancárias desta maneira”, afirmou o diretor do Sindicato Ronald Carvalhosa. E avisou: “Ou reintegra a bancária ou ficará claro que a homofobia deste gerente é uma política institucional da empresa”.

Jornal Bancário
(Portal AthosGLS)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Em 1971, Chico Xavier, comentou no programa “Pinga-Fogo”, da extinta TV Tupi,
sobre as mudanças do comportamento sexual da humanidade.

No livro “Pinga-Fogo com Chico Xavier”, da editora Intervidas, Chico revela que o comportamento sexual da humanidade sofrerá mudanças e que, no futuro (a entrevista foi feita em 1971), as pessoas serão divididas entre as que podem cooperar na procriação e as que estão em condição de esterilidade.

“O homossexualismo, tanto quanto a bissexualidade ou bissexualismo como a assexualidade são condições da alma humana. Não devem ser interpretados como fenômenos espantosos, como fenômenos atacáveis pelo ridículo da humanidade. Tanto quanto acontece com a maioria que desfruta de uma sexualidade dita normal, aqueles que são portadores de sentimentos de homossexualidade ou bissexualidade são dignos do nosso maior respeito.”

Fonte: ParouTudo
Cantora country sai do armário

Depois que Ricky Martin abriu o armário de sua sexualidade, assumindo ser gay e ovacionado em sua primeira aparição pública, outras celebridades resolveram seguir o seu exemplo e começaram a assumirem as suas verdadeiras sexualidades. Completando o staf destas celebridades, agora, foi a vez da cantora country norte-americana Cleryl Wright, sendo a primeira artista do gênero a assumir que é lésbica.

"Nunca houve um artista country que falasse de sua homossexualidade. E eu não ia ser a primeira". Mas Cheryl mudou de idéia: "Nada em minha vida foi mais mágico do que o momento em que decidi me assumir".

“Ficaria muito chateada se eu perdesse minha carreira na música country pelo fato de ser gay”, disse Wright. “Tive que finalmente perceber que havia muito mais para mim que a música country. Descobri que precisava ser completamente realizada, ou não duraria muito”, comentou.
A cantora, de 39 anos, foi considerada a nº 1 do country em 1999, quando recebeu o prêmio de artista do ano da Academia de Música Country dos EUA. Nesta semana, Cheryl lança sua autobiografia, "Like Me".

domingo, 2 de maio de 2010

Eternamente Diva

Gal Costa e Hélio Costa, não, não somos parentes, acredito. Mas, tenho uma ligação de paixão por Gal, para mim é uma das melhores cantoras deste país. Ela marcou minha adolescência. Para o povo LGBT era uma Diva e foi um dos maiores ícones gay do Brasil. Quem faz parte da geração dos anos 80 lembra muito bem do que estou falando. Gal foi à cantora mais imitada pelos transformistas de norte a sul de nosso país. Lembro e tive o prazer de assistir um dos mais famosos shows de transformistas sobre Gal, que era feito pela inesquecível Andréia Gasparelli, que inclusive se apresentou várias vezes nos shows de calouros do SBT, nos anos 80, depois apareceu o extraordinário e o melhor transformista que já vi, o saudoso Érick Barreto. Em 2008 estive no Rio de Janeiro participando de um seminário e fiquei hospedado no Othon Rio Palace e para minha alegria quem estava hospedada na suíte ao lado do meu apartamento era essa diva maravilhosa e, muitas vezes a encontrei no elevador do hotel. Foi, simplesmente, divino.
A música “Meu Nome é Gal”, de Roberto e Erasmo Carlos é uma das mais perfeita composição feita para alguém. Gal com seus agudos indescritível desafia os acordes da guitarra elétrica numa perfeita sintonia. Vale a pena rever. Este vídeo é de 1982 registrado pela TV Itapoan.


Show "Festa no Interior", na Bahia, em 1982.


Apresentação de Érick Barreto no Programa da Hebe, no SBT.

sábado, 1 de maio de 2010

VIVA O AMOR! VIVA A PAZ! VIVA A JUSTIÇA!

Desa. Maria Helena Povoas, do Tribunal de Justiça do Mato Grosso

Tribunal de Justiça do Mato Grosso
concede adoção de criança a casal Gay

Depois da decisão do Superior Tribunal de Justiça, que abriu jurisprudência ao permitir a adoção de crianças a um casal de Lésbicas do Rio Grande do Sul na última terça-feira (27/4), uma nova decisão dada nesta quarta-feira (28/4) pela Justiça do Mato Grosso concedeu adoção a um casal formado por dois homens.

A decisão unânime foi tomada pela Segunda Câmara Cível do TJ, no julgamento da apelação de um dos parceiros interessados na adoção.

Um membro do casal já detinha a guarda da criança por adoção. A criança já reside com o pai adotivo, que concorda expressamente com a extensão da paternidade ao seu companheiro. Eles estão juntos há seis anos. Laudos da assistência social que cuidou do caso comprovam o entrosamento da criança com o casal.

“De todas as discriminações de que são vítimas os Homossexuais, a negativa de reconhecimento de direito de ter filhos é a mais cruel, pois torna inviável a realização pessoal do indivíduo, que sonha em ter filho, neto e transmitir e receber amor e carinho”, acrescentou a desembargadora Maria Helena Povoas.

Ela lembrou ainda que nem o ECA e nem o Código Civil trazem qualquer restrição quanto ao sexo, estado civil ou orientação sexual do adotante.

Central de Notícias Gays