terça-feira, 16 de abril de 2013


Skinhead que responde por três agressões a homossexuais 
é preso em Americana

O skinhead Antônio Donato Baudson Peret foi preso em Americana
Foi preso na cidade de Americana, a 124 km de São Paulo, o skinhead conhecido nas redes sociais como Donato di Mauro (Antônio Donato Baudson Peret, de 24 anos) que aparece enforcando um morador de rua no bairro da Savassi, em Belo Horizonte. A foto rodou a internet (veja abaixo).

O Skinhead inforcando um morador de rua com uma corrente
Ele foi preso ao desembarcar do ônibus que vinha de São Paulo. O skinhead estava com a namorada e iria passar um tempo na casa da avó dela, que mora na cidade.

O skinhead é acusado de apologia ao nazismo e pelo menos três agressões contra homossexuais em Belo Horizonte. Na mochila do jovem os policiais encontraram um soco inglês, um facão e uma faca. Antônio Donato Baudson Peret vai responder por apologia ao crime com agravantes de racismo, nazismo e formação de quadrilha.

Histórico
De acordo com a Polícia Civil, Antônio Donato já se envolveu em três ocorrências de agressão contra homossexuais. O caso mais grave ocorreu em 7 de setembro de 2011, quando ele, então com 23 anos, foi preso com um adolescente de 17 por espancar com chutes e soco inglês um casal gay na Praça da Liberdade. Uma das vítimas. G. H. S. H., de 18 anos, foi chamada de “gay safado” e ainda levou um golpe de canivete no ombro direito. Ao cometer o crime, Antônio Donato teria dito que não tolerava gay. O caso foi encaminhado à Delegacia de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad) e depois ao Juizado Especial da Juventude. No entanto, segundo a assessoria do Fórum Lafayette, não há nenhuma movimentação processual em relação a esse crime.


Em 15 de abril de 2011, Donato e outros três rapazes se envolveram em outro crime de lesão corporal ao atacar um adolescente de 16 anos na Avenida Getúlio Vargas, na Savassi. O garoto disse que foi agredido sem motivo algum, com socos na barriga e na boca. O caso foi levado ao Juizado Especial Criminal. Os comparsas de Peret aceitaram uma transação penal e pagaram três meses de prestação de serviços gratuitos à comunidade, por injúria, ameaça e lesão corporal. Como Antônio Donato não aceitou, seu caso ainda está para ser julgado. A última audiência foi em 19 de março. O terceiro crime foi em 5 de janeiro de 2009, também na Savassi, e teve como vítima um homossexual de 19 anos. O processo foi arquivado sem ser julgado, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça.


Comerciantes da Savassi contam que já presenciaram várias agressões cometidas por Donato. O dono de um bar lembra que às 15h de um sábado o acusado e dois rapazes tomavam cerveja e saíram correndo atrás de dois gays na Rua Tomé de Souza, para bater. “Eles sempre estão querendo bater em alguém e não perdoam nem hippie. O papo deles é só de briga, de luta marcial”, disse o comerciante. Ele conta que, quando houve o ataque dos gays na Praça da Liberdade, Donato e outros rapazes tentaram se esconder em seu bar, mas foram postos para fora e presos pela PM.


O grupo de Donato é acusado de também aterrorizar locais frequentados por gays na Savassi.


Veja o vídeo do momento da prisão.


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